18-05-2012

Exame toxicológico que analisa o fio de cabelo agora é realizado no RN

A realização de exames toxicológicos em concursados, para que estes possam tomar posse de cargos públicos, já é uma prática comum e rotineira para os novos servidores brasileiros. Mas a exigência de procedimentos mais complexos e abrangentes é uma novidade que tem ganhado força e se firmado como requisito fundamental para que os candidatos ao serviço público garantam seu espaço. Um exemplo disso é o Exame Toxicológico pelo Cabelo, que tem larga janela de detecção, o que quer dizer que pode detectar com total segurança o uso de ilícitos de 90 até 180 dias antes da coleta, e que tem sido exigido em concursos públicos federais e, ultimamente, até em certames estaduais.

A tecnologia usada para esse tipo de procedimento permite a detecção de até 16 tipos de drogas no fio de cabelo. No entanto, como não havia laboratório credenciado para a coleta desse tipo de exame no Rio Grande do Norte, os candidatos potiguares a vagas nas Forças Policiais da União (Polícia Federal, Rodoviária, Civil, Bombeiros Militares) tinham que viajar até Brasília para a coleta do material biológico. “A análise apenas da urina já não é mais aceita por esses órgãos, pois esse tipo de exame detecta o uso de drogas apenas até três dias antes da coleta”, explica Gioconda Leão, diretora do DNA Center, laboratório que agora realiza o exame no Estado.

O material é recolhido em Natal e enviado para o laboratório Citilab, em São Paulo, especializado em exames toxicológicos que, por sua vez, encaminha a amostra para os Estados Unidos, onde é realizada a análise. “Esse é um dos únicos laboratórios credenciados para a realização do exame no país, e o resultado sai em até dez dias. Até mesmo em fios com química, como alisamento e tinturas, é possível detectar a presença de maconha, cocaína e outras drogas, pois o material passa por uma desintoxicação que permite a análise somente do elemento pesquisado”, ressalta Gioconda.

Nos últimos anos, empresas privadas em que são desenvolvidos trabalhos de alta periculosidade, como siderúrgicas, estaleiros, petroquímicas, transportadoras, indústrias, e companhias aéreas também passaram a exigir a realização do Exame Toxicológico pelo Cabelo para a contratação de seus funcionários. No Brasil, estudo realizado em 1993 pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que de 10 a 15% dos empregados têm problemas de dependência química, e que este abuso aumenta em cinco vezes as chances de acidentes de trabalho e é responsável por 50% das ausências e licenças médicas.

MOTORISTAS

A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que torna obrigatória a realização de exame toxicológico também para a emissão e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Atualmente, os motoristas são obrigados a fazer exames de aptidão física e mental para obter a carteira e, a cada cinco anos, para renová-la.

Segundo o autor da proposta, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), muitos acidentes são causados por condutores que usam substâncias químicas, que provocam alterações psíquicas e físicas. “A maconha causa relaxamento e lentidão de reflexos e ações, além de perturbação na capacidade de calcular tempo e distância. Já a cocaína e o crack levam à agitação e agressividade, estimulando o motorista a guiar em alta velocidade e gerando perda da sensibilidade na tomada de decisões”, afirma o parlamentar.

Fonte: Portal J1

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